Correndo na calçada portuguesa da Avenida Sá Carneiro, no Funchal, a caminho do Museu CR7, podemos ver não um, nem dois, mas vários fãs do futebolista vestidos com a camisola nº 7. A verdade é que Cristiano Ronaldo já transcende o próprio desporto. Quem visita a Madeira pergunta se ele vai aparecer no hotel, onde fica o campo onde jogava na sua infância ou quais são os seus pratos preferidos. O melhor jogador do Mundo é, hoje em dia, é um autêntico embaixador de Portugal, em particular da Madeira. E continua a mostrar orgulho nas suas raízes, ao ponto de ter reunido todos os seus troféus na ilha que o viu nascer.

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Mas o Museu CR7 não é apenas uma coleção das mais de 300 medalhas e taças que ganhou até agora. O guia Nuno Mendes trabalha aqui desde a abertura em 2013 e explica melhor que ninguém os seus principais atrativos.

Porque surgiu o Museu

Foi o irmão de Cristiano Ronaldo, Hugo Aveiro, que teve a ideia de criar um Museu, depois de uma das muitas visitas à residência do craque quando morava em Madrid. “A casa estava a ficar cheia de troféus. E o Ronaldo, claro, aprovou a ideia. Seria uma boa forma de partilhar com os fãs”, conta Nuno. O Museu já soma mais de 300 mil visitantes.

Como tudo começou

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As origens do mito. As camisolas dos clubes de infância – a azul do Andorinha e a branca e preta do Nacional da Madeira. O primeiro troféu, já ligeiramente gasto, conquistado aos 8 anos. A marcante passagem para o Sporting, no continente, aos 12 anos. E a valiosa transferência para o Manchester United, aos 18. “Temos aqui expostas as camisolas dos clubes por onde ele passou. E também temos um grande ecrã touch, com os melhores momentos, fotos de família e vídeos, organizados por datas, por seleções e por clubes”. Do primeiro golo à famosa bicicleta, entre as quase 700 pontarias certeiras marcadas até hoje.

 Verdadeiro ou falso

“Uma das perguntas mais frequentes é se os troféus aqui expostos são originais ou cópias”, revela o guia. Na realidade, são ambos. Os troféus individuais são mesmo os originais – Bolas de Ouro, Botas de Ouro e muitas medalhas. Os troféus coletivos são cópias – tudo o que CR7 ganhou pelo Real Madrid, Manchester United ou Seleção Portuguesa.

O troféu mais importante

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Para Cristiano Ronaldo, sem dúvida, é a taça do Euro conquistado na França em 2016. A réplica pode ser vista logo na entrada do Museu. “O próprio Ronaldo expressou grande alegria, foi a primeira vez que Portugal conquistou tal troféu. Mesmo sendo coletivo, disse que é o mais importante da carreira dele, o que demostra um grande orgulho e patriotismo da parte dele”, testemunha o guia. Um ecrã gigante permite reviver aqueles “momentos marcantes do final do Euro em que o Ronaldo era o adjunto do Fernando Santos”, o treinador da seleção.

O mais fotografado

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As 2 estátuas de cera, feitas à escala, uma com o equipamento da Juventus, outra com o equipamento de Portugal. E o sistema multimédia que permite tirar fotos interativas junto de Ronaldo em pose descontraída, ou a segurar virtualmente a Taça do Campeonato Europeu ou a Bola de Ouro ou a Bota de Outo.

As peças mais curiosas

Numa vitrina estão expostas as chuteiras usadas nas partidas mais importantes. “Há pessoas que querem comprar, outras querem calçar”, conta Nuno Mendes. Também podemos ver as bolas usadas em jogos em que o CR7 marcou hat trick ou poker, datadas e assinadas por toda a equipa. E ainda “a camisola do Manchester United, quando ele conquistou a última Liga dos Campeões; a camisola com que jogou frente à Seleção Sueca aqui na ilha da Madeira, a primeira vez que jogou na ilha onde nasceu; as camisolas com que jogou nas finais das Ligas dos Campeões; e a camisola que ele usou naqueles 25 minutos da Final do Euro na França. “São as camisolas originais, com um significado especial para o Ronaldo”.

O espaço dos fãs

Há quadros a óleo, cartas vindas de todo o mundo, peças extraordinárias feitas à mão. “Por exemplo, uma lembrança vinda de Bali, Indonésia, esculpida em madeira com o nome dele”. Os fãs “pedem autógrafos, elogiam a capacidade dele, têm desejo de o conhecer, convidam-no para ir à casa deles”, resume Nuno. “Obviamente, o Ronaldo não consegue ler todas as cartas, mas tem uma equipa que trabalha para ele e quando tem pedidos mais especiais, tem o cuidado de responder ou satisfazer o pedido”. No livro de assinaturas do Museu, são muitos os louvores à estrela de futebol. Sempre que acaba um livro, Hugo Aveiro leva-o para casa do irmão, onde todos esses elogios, escritos em todas as línguas por pessoas de todos os países, são motivo de alegria e motivação.

 

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