A Bertrand é a mais antiga livraria do mundo em funcionamento, diz o Guinness World Records. Descobre este espaço histórico na Rua Garrett, em Lisboa.

Capítulo I – A história

São já 245 anos na mesma localização, mas a história da Bertrand é ainda mais antiga e merece passar, ela própria, para as páginas de um livro. Envolve romance, uma catástrofe natural, revolucionários e intelectuais, um suicídio, um encerramento e um regresso em glória.

Tudo começou em 1732, quando o francês Pedro Faure abriu uma livraria na Rua Direita do Loreto. Contudo, foi com o nome do sócio e genro, João José Bertrand (e seu irmão Martinho) que ficaria conhecida. Foram os próprios descendentes diretos dos Bertrand que tomaram conta do negócio até 1876.

Capítulo II – As mudanças

Com o grande terramoto que atingiu Lisboa em 1755, a livraria Bertrand mudou-se para perto das Necessidades, onde hoje funciona o Ministério dos Negócios Estrangeiros. E só em 1773 volta à zona do Chiado, já na Rua Garrett, 73-75, a morada definitiva. Atualmente, está referenciada no Inventário Municipal do Património da Câmara Municipal de Lisboa como “imóvel com valor cultural”.

Capítulo III – As homenagens

Ao longo dos séculos, grandes nomes da cultura nacional entraram nesta livraria. A Bertrand homenageou-os recentemente, batizando as suas salas com alguns nomes ilustres. Em cada sala é disponibilizada uma biografia dos autores em português e inglês e estão destacadas as suas principais obras, incluindo as respetivas traduções sempre que disponíveis. Vê algumas das obras de cada autor.

Aquilino Ribeiro é o nome da sala 1

José Saramago é o nome da sala 2

Eça de Queirós é o nome da sala 3

Almada Negreiros é o nome da sala 4

Alexandre Herculano é o nome da sala 5

Sophia de Mello Breyner é o nome da sala 6

Fernando Pessoa é o nome da sala 7

Capítulo IV – A tragédia

Poetas, escritores, historiadores políticos e opositores ao regime passaram por aqui no seu percurso habitual pelos cafés e tertúlias do Chiado. A tragédia marca a história da Bertrand quando José Fontana, sócio-gerente da firma e idealista defensor do socialismo e do associativismo, suicida-se numa cave da livraria em 1876. Alguns anos mais tarde, a livraria fecharia mesmo as suas portas.

Capítulo V – O renascer

A Bertrand reabre em 1893 para voltar a ser ponto de encontro de intelectuais e autores. Hoje são mais de 50 livrarias em todo o país. Descobre aqui a Livraria Bertrand mais perto de ti.

Capítulo VI – Os eventos

No séc. XXI a Bertrand adquire nova dinâmica, privilegiando o contacto com escritores através de tertúlias mensais, sessões de autógrafos, clubes de leitura, cursos de literatura e a Hora do Conto, dedicada aos leitores mais novos. Consulta os próximos eventos Bertrand.

Capítulo  VII – Os turistas

Além do interesse cultural, a Bertrand desperta também interesse turístico.

Os turistas nacionais são geralmente clientes Bertrand noutras zonas do país, mas gostam de conhecer o espaço do Chiado.  Procuram novidades, guias turísticos e merchandising, além de aproveitarem as edições mais cuidadas e com maior destaque na livraria.

Os turistas estrangeiros procuram sobretudo livros em inglês de Fernando Pessoa ou sobre a história e cultura de Portugal (azulejos, património, gastronomia), clássicos mundiais como O Principezinho, novidades e bestsellers recentes e merchandising como sacos Bertrand, postais e baralhos de cartas literários. Tiram muitas fotografias, fazem muitas perguntas sobre o espaço e autores portugueses. Ao comprar, pedem sempre um carimbo da Livraria mais antiga do mundo.

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