Uma festa no Pestana CR7 Funchal não seria a mesma sem o DJ Hernandez. Ele dá o tom, ele planeia cada evento musical do Grupo Pestana na Madeira, ele viaja pelo mundo e ele é um grande fã de Cristiano Ronaldo. Agora prepara-se para celebrar os 30 anos como DJ. Consegues ouvir a multidão? Estão a aplaudir-te, Hernandez.

Como é que te tornaste DJ?

Eu escolhi esta profissão aos 12 anos, nas festas de anos de uns amigos. Eles queriam ir atrás das raparigas para dar beijinhos, eu ia atrás das coleções de discos de vinil dos pais deles. Depois surgiu a ideia de começar a pôr música nas festas de anos.

Então era um hobby que evoluiu para profissão?

Sim, começou a correr bem e aos 14, 15 anos tive o meu primeiro trabalho num hotel. Era noite de fim de ano – e este ano faço 30 anos de carreira. Gosto de música, gosto dos vinis. É o que sempre quis fazer.

E acabaste por organizar todos os eventos musicais dos Hotéis Pestana na Madeira, certo?

Exato, faço a coordenação dos novos hotéis que temos cá, incluindo o Pestana CR7. Aos 16 trabalhei no Bacará, uma discoteca do Casino Madeira, mas não podia ficar porque legalmente era muito novo. Depois trabalhei nas matinés, que eram muito populares no Funchal. Os donos das discotecas começaram a ouvir falar de mim e convidaram-me. Trabalhei nas Vespas, no Molhe (a melhor discoteca da altura). Entretanto, comecei a trabalhar na Rússia, Berlim, Paris, Espanha e mercado asiático… Em 2006, toquei numa festa no museu Guggenheim.

Sou apaixonado pela Ásia. Vivi em Macau 2 anos e comecei a tocar nos arredores: China, Tailândia, Malásia… Foi uma experiência muito boa.

DJ Hernandez

As pessoas vinham cá, gostavam de te ouvir e convidavam-te para esses sítios todos?

Sim. Na altura não havia Internet. As pessoas vinham cá de férias ou tinham um amigo e pediam-me para fazer uma cassete. A partir daí começaram a surgir os convites. Depois tive lojas de discos vinil aqui na Madeira. Também faço radio na Rádio Clube do Funchal. Tenho um programa às sextas – Thank God It’s Friday, com uma toada mais disco sound/funk, e aos sábados – SAT 10 68, que é mais música experimental e artistas novos que nos enviam a música. Além disso tenho duas editoras de música, uma aqui na Madeira, mais experimental, minimal e techno; e outra em Macau, mais abrangente e house music.

Espera, como é que surge a Ásia neste contexto?

Eu vivi em Macau – convidaram-me para trabalhar lá 3 meses, acabei por ficar 2 anos. Trabalhava num clube que era o Sky 21 e comecei a tocar nos arredores: China, Tailândia, Malásia… chegámos a fazer alguns eventos grandes em casinos e hotéis. Foi uma experiência muito boa. Quando voltei à Madeira, abri um bar no Funchal. Mas depois apareceu o projeto do Pestana CR7 e fiquei deslumbrado com a ideia e, claro, com o Cristiano Ronaldo, que é um ídolo de todos nós.

Como defines o público aqui? Como é o ambiente?

As pessoas cá não dançam muito. Saem muito tarde de casa e não são muito emotivas. Quando temos um grande evento com hóspedes aqui no hotel, rapidamente às 10, 11 da noite já temos um ambiente de festa. Quando trabalhamos com eventos locais, só começa a ganhar ritmo muito mais tarde. E é notável, às vezes é difícil contagiar as pessoas mas, quando conseguimos, é sempre uma grande festa.

As festas no Pestana CR7 são uma referência na noite da Madeira, não são?

Sim, somos uma referência. Em termos de logística, temos um espaço espetacular, temos estacionamento, estamos na melhor avenida da Madeira. E temos tido bons eventos como o Friday Calling, onde damos oportunidade a novas bandas na Madeira de fazer parte de um programa de televisão e de rádio.

Já conheceste o Cristiano Ronaldo?

Já, há muitos anos. É um ídolo desde muito novo. Lembro-me de ir buscá-lo à porta das Vespas porque o porteiro não deixava entrar, era muito novo. Tive um momento que me marcou, no dia da inauguração do Hotel. O Rooftop estava cheio de gente e eu estava na dúvida se tocava ou não um dos meus favoritos mas não sabia se era adequado. Mas toquei, ele estava ali do outro lado da multidão mas fez uma expressão de quem gostou daquela música. Lembro-me que estava cá uma senhora de cadeira de rodas desde o início, e o Ronaldo no final foi lá ter e ofereceu-lhe uma bola e uma camisa. A senhora deve ter ficado super feliz.

Foi simpático! O que costumas pedir no Bar do Pestana CR7?

Os nossos cocktails são muito bons! Gosto muito do nosso Negroni e o Daiquiri. Mas infelizmente quando estou a trabalhar não posso beber!

Para além da música, o que te faz feliz?

Nadar. Como vivemos numa ilha, vou todos os dias nadar. Inspira-me imenso.

Estava na dúvida se tocava ou não um dos meus favoritos, mas toquei e o Cristiano Ronaldo estava ali, do outro lado da multidão, e fez uma expressão de quem gostou daquela música.

DJ Hernandez

Quando vai de férias para onde gostas de ir?

Fiquei apaixonado pela Ásia. Geralmente divido as minhas férias em duas partes: uma para conhecer a vida noturna, os clubes, as lojas de discos; e outra parte para  desligar, ir para a cama às 8 da noite a acordar às 5 da manhã e aproveitar os passeios, a comida e conhecer os locais.

E onde te imaginas daqui a 10 anos?

Daqui a 10 anos eu gostava de tocar à segunda-feira no Pestana CR7 Nova Iorque, à quarta no Pestana CR7 Funchal, ao sábado no Pestana CR7 Ibiza e ao domingo no Pestana CR7 Lisboa.

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